Thursday, March 16, 2006

O amor, mais uma vez!

Talvez eu esteja sendo um tanto quanto enfadonho, vindo falar pela enésima vez desse sentimento, de alguma forma, indescritível. Mas é que tenho para comigo uma certa dificuldade em olhar as pessoas dizendo que se amam e em menos de um mês estarem se xingando, ou então as pessoas chegarem ao ponto de colocarem casado(a) no orkut, um exemplo mais moderno, contemporâneo da TOTAL banalização deste sentimento, que sem sombra de dúvidas é o mais nobre que o ser humano pode sentir. Pode ser que eu esteja vindo aqui escrever isso mais uma vez, com uma finalidade inconsciente de conscientizar aqueles que ainda acham que amaram ene vezes na vida.

De fato eu não sou uma pessoa muito experiente pra dar lições, para discutir com plena moral e embasamento tal assunto que no mínimo, considera-se polêmico, já que é algo subjetivo, que pode ter várias interpretações e tudo mais. Pois bem, partindo-se dessa visão quero então, deixar apenas uma opinião, um roteiro, podendo ser seguido ou não, apenas um aconselhamento, pouco importante, mas de grande utilidade em potencial.

"Amar é quando não da mais pra disfarçar, tudo muda de valor, tudo faz lembrar você. Amar é a lua ser a luz do seu olhar." Diz uma música do Roupa Nova. Disso tira-se que TUDO muda de valor, TUDO faz lembrar você. Eu acho que uma pessoa que chega ao ponto de ter TUDO mudado na sua vida, não vai de um dia para o outro brigar e não querer olhar pra cara do namorado(a), certo? Até é aceitável, chegar e falar: "Ele é um(a) puto(a) me xifrou safado(a), odeio ele". Até pelo fato de estar com raiva do agora ex, mas daí a passar o resto da vida "desencanado" da pessoa, assim, por uma traição? Acho que não, acho que nada tem tal poder de acabar com o amor tão abruptamente. É provável que não volte a haver um relacionamento íntimo entre os dois, mas se o amor era recíproco, haverá uma conscientização por parte dos dois e no mínimo uma amizade será criada. Como costumo dizer, o amor tem intensidades, mas não deixa de ser amor. Nunca deixa de existir, uma vez dentro do coração. Ainda que ele hiberne no seu coração, ainda que ele tenda ao zero, ele não chega a tal. Você sempre vai lembrar daqueles que você um dia amou, mas certamente esquecerá os que você " " " " " " " " " amou " " " " " " " " " ". Quando você "deixa de amar" alguém, você apenas guarda o seu sentimento e tranca-o no fundo do seu coração, mas tão no fundo que só alguém muito próximo a você tem a chave e refresca sua memória.

Porém isso não é de muita valia hoje, quem acha que o amor tem de ser valorizado e posto como meta na vida pessoal de qualquer um, é retrogrado e atrasado. O meu caso. Por isso digo que esse texto é meramente aconselhativo, ainda, é somente uma opinião, uma visão, talvez nem seja algo bom a se seguir, talvez só distraia algumas pessoas que pouco tem a fazer e vêm ler um pouco de minhas palavras. Mas ainda assim insisto em refletirem um pouco mais sobre o amor, sobre essa expressão que só não é mais ouvida que palavrão nos dias de hoje. Um medo é que ela seja tão dita quanto um palavrão e assim, além de corriqueira se torne indecente.

1 comment:

  1. Adorei o txt e a propósito... concordo em muitas coisas ctg. Uma pena vc ñ ter entendido o post, por isso gostaria que você assistisse ao filme "crash - no limite" talvez ajude. Beijooos!

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